Voz Amália de Nós – António Variações

 Às vezes, parece que nos “autorizamos” a gostar de alguma coisa feita em português e, de um momento para o outro, passa a ser moda: os Xutos são sempre incontornáveis, os Clã porque sim, a Mariza porque até Peter Gabriel gosta, a Dulce Pontes porque o Richard Gere pôs a “Canção do Mar” a tocar num filme, o Rodrigo Leão porque é uma espécie de filho pródigo que o Japão e Espanha quiseram adoptar, os Madredeus porque enchem o Olympia… E às tantas sou eu que estou a ficar velha e lembro ainda quando o rock resolveu nascer em Portugal e a euforia das bandas que se sucediam na senda de um Chico Fininho. E era em português. Não parecia mal ser em português. E o pessoal gostava de mascar chiclets e de ter heróis do mar e até mesmo de coisas estranhas, tipo zuvi zava nova… De vez em quando, lembramo-nos do Variações também. E os Humanos até chegam a fazer sucesso. A Amália-símbolo está no Panteão. Na rádio, na rua, na televisão, canta-se em inglês…