O silêncio é grilheta de que tardo em livrar-me. A falta de tempo leva-me as forças, o jogo de forças em que me envolvi pode ser um tiro no pé, o esforço para me manter à tona e ainda me reconhecer na forma como cada vez mais vegeto emudece-me. Na 5ª feira pode ser mais uma desilusão. Mas tinha de fazer alguma coisa. Era preciso agir já que o dia-a-dia se perde e me perde por entre um amontoado crescente de reacções. E não gosto daquilo em que me estou a tornar, na amargura que me perpassa, na inveja que não chega a ser apenas porque há uma ética em mim que não sei descuidar. E ando demasiado farta de tudo o que sou para ter ainda gosto em escrever sobre o que ainda sei ser…
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